DHL aponta Internet das Coisas como tendência - 20/02/2015

Para a empresa, a automação da cadeia de suprimentos do setor de tecnologia será impactada de modo significativo pelo conceito, resolvendo e mitigando desafios
Por Edson Perin
 
22 de dezembro de 2014 - A DHL, uma das maiores companhias globais de logística, está observando e se preparando para os efeitos que a chamada Internet das Coisas (Internet of Things ou IoT) provocará em seus negócios. De acordo com Marcos Menna, diretor sênior de operações da DHL Supply Chain, o conceito que define como "as máquinas que conversam entre si" está pronto para um crescimento explosivo.
"A DHL vem implantando sistemas de controle integrado com a base dos clientes tanto do ponto de vista de movimentação de carga dentro dos armazéns assim como no transporte", explica Menna. Desta maneira, diz ele, os clientes poderão ter uma visibilidade praticamente em tempo real da movimentação das suas mercadorias dando a oportunidade de melhor gerenciar os seus estoques assim como dar visibilidade de entrega para os seus próprios clientes.
"A Internet das Coisas irá impactar as cadeias de suprimentos de várias maneiras significativas", afirma. "À medida que os dispositivos se tornam mais autoconscientes e se comunicam com seus ecossistemas, por exemplo, eles serão capazes de descrever a disponibilidade, a capacidade e o estado de funcionamento de si mesmos e dos produtos e materiais com os quais estão interagindo". Na visão de Menna, as empresas podem aplicar esta tecnologia para resolver ou mitigar os desafios das suas cadeias de suprimentos.
 
A internet das coisas, prevê o executivo da DHL, atingirá 26 bilhões de unidades instaladas até 2020, o que representa um aumento de 30 vezes em comparação com as 0,9 bilhões de unidades instaladas há apenas cinco anos.
Sobre testes no Brasil, Menna afirma que, no transporte, "estamos implementando um sistema que faz a gestão de transporte integrado com o armazém e também com a base de gerenciamento de ordens dos clientes". O executivo relata que a companhia está em fase de implantação da confirmação das entregas no transporte via foto por smartphones do comprovante assinado pelo recebedor no momento da entrega e que a informação sobe automaticamente para uma base de dados via web, onde o embarcador pode acessar em tempo real este comprovante.
"No armazém, hoje usamos na maioria das operações os coletores de RFID [identificação por radiofrequência] ligados diretamente à base do WMS [warehouse management system ou sistema de gestão de estoque] que por sua vez interage com a base dos clientes", informa.
 
Fonte: http://brasil.rfidjournal.com/noticias/vision?12538
 
 
 
 
 
 
 
Marcos Menna, da DHL Brasil
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